
Desapego (ou Lucidez)
Parte I
Já foi! E era tão bom...
Lindo e plano e sempre....
E quando o doce sabor do dia-a-dia já não era tão incomum....
Acabou, virou fenomeno, moeda rara, daquelas que só se ve em livros e não se toca, acabou, acabou...
....O vinho, a taça, a festa, o prato, a mesa, a lucidez.
Acabou o sono, a escuridão da noite, o frio e o que sobra é silencio, irritante.
O equilibrista Caiu?
E agora Marcelo ??
Mas nao estava tudo tão bem até ontem?
Desapego...
...À vida, `a pele, `a roupa, ao computador, a tudo.
O vento que move o moinho é o mesmo que derruba o equilibrista!
Caí diante da platéia!
Parte II
Canso calado de ouvir as vozes da minha mente falando e gesticulando uma palestra initerrupta, como um bebê indefeso estou atento a tudo e nao discirno nada.
Não ando, nem corro,
Sou pó
Só pó
O pó
Pó
Só
Posso?
Não sei.
Estou tão abstrato, que penso-posso atravessar paredes, trilha sonora?
O tic-tac do relogio, me avisando que sao 5 horas da manhã.
Preciso acordar,
Preciso – sizo
Preciso – sizo
Preciso – sizo
Precioso – sizo
Prezo – isso
Preciso- isso
Sizo!
Marcelo , apos receber uma noticia muito triste....
viernes, 21 de diciembre de 2007
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1 comentario:
Puxa, Marcelo, eu li e reli, e voltei ao poema. Ele tem um toque leve de tristeza, sim, mas é uma tristeza suave, não-agressiva. Dolorida, não-dura. Gosto de ler muitas vezes, pra sentir mesmo a letra. E estou gostando muito da tua letra. Sou dada ao vício de ater-me às palavras que me gritam algo. As tuas gritam. Mas também sussurram. Conseguem ser fortes, contundentes, mas também são firmemente leves. Como fazer coexistir dois opostos? Tu sabes, e provas, nos teus versos. Que bom voltar aqui. Que bom passear por aqui. Voltarei. Bjs
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